13 medicamentos permitidos no Brasil e proibidos em outros países
Quer conhecer o panorama sobre a indústria farmacêutica no Brasil e no mundo? Confira este conteúdo!

A indústria farmacêutica global enfrenta um cenário dinâmico, repleto de desafios relacionados à cadeia de suprimentos, à necessidade constante de inovação e às mudanças regulatórias.
No entanto, as oportunidades são vastas, especialmente com os avanços na biotecnologia e a expansão do acesso a medicamentos. O Brasil, por sua vez, tem o potencial de se consolidar como um polo de inovação e produção farmacêutica na América Latina.
Nos últimos anos, o mercado farmacêutico global movimentou trilhões de dólares, impulsionado pelo envelhecimento da população e pelos avanços tecnológicos. A demanda por medicamentos inovadores tem crescido, especialmente em áreas como oncologia, imunologia e doenças raras. Dentro desse contexto, existem medicamentos que são permitidos no Brasil, mas restritos em outros países.
Gostaria de saber mais sobre algumas desses medicamentos permitidos no Brasil, mas proibidas em outros lugares? Continue lendo!
Panorama sobre a indústria farmacêutica no Brasil e no mundo
A indústria farmacêutica é uma das mais lucrativas e estratégicas, desempenhando um papel essencial tanto na saúde pública quanto na economia. Os Estados Unidos, a União Europeia e a China são os maiores mercados consumidores e produtores de medicamentos.
Os EUA lideram o setor, seguidos pela Europa e pela China. Veja a seguir mais detalhes sobre o tema!
Tendências do setor
Uma das tendências na área farmacêutica é a medicina de precisão, que visa personalizar os tratamentos com base em biomarcadores genéticos. Além disso, houve um crescimento significativo no uso de medicamentos, como terapias gênicas e imunoterapias.
O uso de inteligência artificial no desenvolvimento de novas composições, para otimização de processos e análises clínicas, também está ganhando cada vez mais espaço.
Produção
O setor farmacêutico brasileiro é composto por empresas multinacionais e nacionais, que atuam na produção de medicamentos inovadores, genéricos e similares. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é a responsável pela regulamentação e fiscalização dessas composições, garantindo sua qualidade, segurança e eficácia.
Política de medicamentos genéricos
Essa política foi implementada no final da década de 1990, e se tornou um marco na democratização do acesso a medicamentos e no fortalecimento da indústria nacional. O segmento dos medicamentos genéricos é liderado por empresas como EMS, Medley e Hypera Pharma.
Medicamentos de referência
A categoria dos medicamentos de referência inclui medicamentos inovadores, geralmente de alta complexidade e alto custo, que são amplamente fornecidos por multinacionais. Eles são diferentes dos similares que têm composição equivalente aos genéricos conforme as bulas, mas são diferentes.


Quais são os principais medicamentos permitidos no Brasil e proibidos em outros lugares do mundo?
Alguns medicamentos amplamente utilizados são proibidos em diversos países devido a preocupações com seus efeitos colaterais. As diferenças na permissão ou autorização de medicamentos devem-se aos critérios distintos adotados pelas agências reguladoras.
No Brasil, a ANVISA considera tanto a necessidade de acesso a medicamentos quanto a avaliação de sua segurança. Conheça, a seguir, os que mais se destacam:
1. Dipirona
A dipirona é popular pela sua função analgésica e antitérmica, está presente em marcas como a Novalgina. Ela foi banida nos Estados Unidos, Japão, Austrália e em alguns países europeus, como Suécia e Reino Unido, devido ao risco de agranulocitose, uma condição grave que afeta os glóbulos brancos.
2. Nimesulida
A nimesulida é um anti-inflamatório não esteroidal utilizado para tratar dores agudas e inflamações. No entanto, sua fórmula foi proibida em países como Japão, Argentina e Canadá. Em 2002, a Finlândia e a Espanha também baniram o medicamento devido a relatos de hepatotoxicidade, ou seja, danos ao fígado.
3. Sibutramina
A sibutramina é um medicamento famoso para perda de peso, pois funciona como supressor de apetite. Ela foi retirada do mercado em países como Estados Unidos, Canadá e União Europeia por conta do aumento do risco de eventos cardiovasculares, como infarto e derrame.
4. Carisoprodol
O Carisoprodol é utilizado como relaxante muscular para aliviar espasmos e dores musculares. Esse remédio não é vendido nos Estados Unidos e Noruega devido à sua interação medicamentosa, ao potencial de abuso e dependência, além dos efeitos colaterais adversos que causa aos pacientes.
5. Clobutinol
Trata-se de um antitussígeno ou xarope para a tosse que está na fórmula de medicamentos como Silomat. O componente foi retirado do mercado em países europeus por conta de relatos sobre efeitos colaterais graves, incluindo reações alérgicas e problemas cardíacos.
6. Fluoxetina
A fluoxetina costuma ser prescrita para depressão, transtorno de ansiedade e outros distúrbios psicológicos. Em alguns países da União Europeia, doses altas desse medicamento foram restritas para adolescentes devido a questões com o aumento do risco de suicídio e comportamentos autodestrutivos.
7. Fenilpropanolamina
Esse ingrediente costuma estar presente em descongestionantes nasais e medicamentos para gripe, como Naldecon. A substância não é permitida nos Estados Unidos e no Canadá devido ao risco de aumento de acidente vascular cerebral (AVC), especialmente entre mulheres jovens.
8. Anfepramona
A Anfepramona é um remédio prescrito como anorexígeno ou supressor de apetite para tratamento de obesidade. Ela foi excluída de mercados como os Estados Unidos e a União Europeia por conta do seu elevado potencial de dependência e dos efeitos adversos que afetam o sistema cardiovascular.
9. Bromoprida
O uso da Bromoprida no Brasil se deve aos seus efeitos antiemético e procinético, motivo pelo qual é usada para náuseas, alívios e vômitos. O ingrediente não é usado em alguns países europeus devido a riscos de distúrbios extrapiramidais, como tremores e movimentos involuntários.
10. Clozapina
A Clozapina é um antipsicótico utilizado para tratar esquizofrenia resistente a outros tratamentos. Embora o componente não seja totalmente proibido, é restrito em vários países devido ao risco de agranulocitose ou redução drástica de glóbulos brancos, que pode ser fatal.
11. Benzoato de Benzila
O Benzoato de Benzila é muito utilizado em loções para tratar sarna e piolhos no nosso país. A sua fórmula é restrita em alguns países europeus devido ao potencial de causar danos graves à pele e reações alérgicas.
12. Cloridrato de Femproporex
Cloridrato de Femproporex é um medicamento anorexígeno para perda de peso, classificado como anfetamínico. Esse remédio foi banido na maioria dos países europeus e nos Estados Unidos por causar dependência e apresentar alto risco de efeitos colaterais cardíacos e psiquiátricos.
13. Fenobarbital
Conhecido como Gardenal, o medicamento é um anticonvulsivante utilizado no tratamento da epilepsia e no controle de convulsões. No entanto, ele apresenta restrições em diversos países devido ao risco de dependência e aos efeitos sedativos prolongados. Em algumas localidades, seu uso foi substituído por medicamentos mais seguros.
Agora, você já conhece os principais medicamentos permitidos no Brasil e proibidos em outros países! Muitos desses remédios estão disponíveis em nosso país devido aos diferentes critérios de avaliação de risco-benefício adotados pela ANVISA, em comparação com agências regulatórias estrangeiras, como a FDA dos EUA e a EMA da União Europeia.
Gostou deste texto? Assine agora mesmo a nossa newsletter e fique por dentro de todas as novidades da Afya!

