Carreira e Mercado

Como acontece a transição acadêmica ao longo da carreira médica?

A seguir, você vai encontrar insights valiosos para sua transição acadêmica. Entenda cada uma das etapas que existem ao longo da carreira médica.

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Antes mesmo de iniciar a sua formação, o estudante que deseja fazer Medicina já precisa passar por uma transição acadêmica. Afinal, o volume de estudos exigido para alcançar esse objetivo, em meio a tanta concorrência, precisa ser maior do que a média.

Você certamente já sabe disso. Mas o que vai descobrir agora são as fases que o aguardam nos próximos anos. Cada uma delas moldará não apenas o seu futuro como médico, mas também a qualidade da assistência oferecida.

Prepare-se para aprender com histórias reais, enquanto se equipa com insights valiosos para as emocionantes reviravoltas dessa jornada. Esperamos por você na última linha!

Do Ensino Médio para o curso de Medicina  

Essa é a primeira transição acadêmica pela qual vai passar em sua jornada médica e talvez seja a que exige maior capacidade de adaptação. Isso porque você vai sair de um modelo de aprendizado totalmente enraizado e tradicional para um ambiente em que nem todas as aulas serão expositivas.

Há vários níveis de diferenças entre a faculdade de Medicina e o Ensino Médio, sendo o método Afya o mais distinto que você pode escolher. Muito além da metodologia ativa, que é obrigatória, a teoria em nossas unidades é transmitida de forma multidisciplinar e prática desde o primeiro período.

Nem sempre as aulas serão ministradas de forma expositiva e não haverá uma distinção por matérias em sua grade curricular, mas por eixos de conhecimento. “Você deve entrar na faculdade com a vontade de tentar ver e absorver tudo para, depois, encontrar o melhor caminho”, aconselha Dr. Diogo Rodrigues, oftalmologista e fellow de retina e ótica cirúrgica.

Embora o ambiente universitário seja mais flexível, também é muito mais desafiador. Assim, a autonomia e a proatividade passam a ser indispensáveis, e o estudante precisa desenvolver rapidamente habilidades como organização e gestão do tempo.

Do ciclo básico ao ciclo clínico  

Essa transição acadêmica é um marco na formação médica, pois traz aprendizados enriquecedores pela experiência. No início, lidar com casos reais pode ser intimidador, especialmente quando se deixa a segurança dos livros para enfrentar situações imprevisíveis.

Mas não há motivo para ficar com medo. Basta se lembrar de que os seus professores sempre estarão ao seu lado para te ajudar.

Preparar-se para a interação com pacientes é tão importante quanto dominar a teoria. Emocionalmente, é crucial desenvolver empatia e aprender a lidar com a carga emocional que essas situações podem trazer.  

Técnicas como comunicação clara e respeito à individualidade de cada pessoa são essenciais nesse processo. Nesse sentido, praticar cenários simulados, buscar orientação e manter a mente aberta são formas eficazes de enfrentar esse momento com mais confiança e profissionalismo.

A vivência no internato médico  

Assumir um papel mais ativo na prática clínica representa um divisor de águas na vida do estudante de Medicina. E é isso que acontece quando se inicia a fase de internato – quando o aprendizado não se limita à sala de aula, se expandindo para os corredores do hospital, onde decisões impactam vidas reais.

Esse é o momento de aplicar conhecimentos, assumir mais responsabilidades e desenvolver a capacidade de agir sob pressão, sempre com o apoio de seus preceptores. Mas não seja um estudante passivo – questionar seus superiores é uma forma de aprender.

Inclusive, é essencial que o preceptor dê essa abertura. “A responsabilidade é muito maior. Se o preceptor passar um conhecimento errado para o aluno ou residente, prejudica uma cascata inteira”, afirma Dr. Ricardo Kitamura, médico dermatologista e professor da Afya.  

Enfrentar plantões e integrar-se a equipes multidisciplinares traz lições valiosas e desafios significativos. A convivência com outros profissionais demanda habilidades como comunicação clara e trabalho em equipe, além de empatia e respeito às diferentes especialidades.

Já os plantões, com suas longas horas e demandas imprevisíveis, vão testar sua capacidade de adaptação e seu comprometimento. É nesses cenários que você vai lapidar o seu perfil como um médico mais preparado para os desafios e complexidades da profissão.  

Preparação para a residência médica  

Uma fala do Dr. Diogo resume bem do que se trata essa fase da jornada na Medicina. “Entrar no mercado de trabalho recém-formado é um grande desafio para qualquer médico. Você sai da faculdade e, de repente, está com o CRM na mão, cuidando de vidas, mas foi o que eu fiz para ganhar maturidade antes de escolher a minha especialidade”.  

Ou seja, não precisa ter pressa. Para o Dr. Ricardo também não foi fácil se encontrar no mundo das especialidades. Antes de descobrir sua paixão pela dermatologia, ele passou também pela cirurgia geral, que preferiu não continuar.  

Além disso, enfrentar o processo seletivo de residência médica requer um bom planejamento – o que, por sua vez, requer tempo para refletir sobre interesses pessoais, aptidões e as demandas do mercado. Explorar mais áreas por meio de uma pós-graduação também é uma boa opção.  

Depois, com uma especialidade em mente, inicia-se o processo de preparação para a prova. Organizar os estudos com foco nas disciplinas mais cobradas, criar uma rotina consistente e investir em revisões regulares ajudam a otimizar o aprendizado.

A residência é um período de intensa formação, com uma rotina exigente que combina prática supervisionada e estudo contínuo. Você vai precisar ter não apenas competência técnica, mas também estratégias sólidas para impedir que sua vida pessoal vá para o buraco.

Reservar momentos para lazer, manter uma alimentação saudável e contar com uma rede de apoio são fundamentais para preservar a saúde física e mental. Assim, o residente consegue enfrentar os desafios com energia e dedicação, sem comprometer seu bem-estar.

Educação médica continuada  

Esperamos que fique feliz com a notícia que deixamos para o final: o aprendizado na Medicina não termina com o diploma. A constante evolução da ciência junto à tecnologia exige atualização frequente por meio de cursos, congressos e leitura de artigos científicos.

“Percebemos muitas mudanças demograficamente e estatisticamente. O setor da saúde está sendo empurrado para fora da sua estabilidade”, conta Matheus Bresser, estudante do último período de Medicina e empreendedor na área de Gestão Médica. Portanto, é importante ter resiliência durante toda a sua carreira.

Esse compromisso com a educação continuada é o que vai permitir a você garantir segurança e qualidade aos pacientes que entrarem pela porta do seu ambulatório, clínica ou bloco cirúrgico. Bresser confirmou também que o perfil médico está mais jovem e que há uma força de trabalho feminina maior.

É dessa renovação que o sistema de saúde precisa para ser mais eficiente e humano. E você pode fazer parte desse movimento de transformação, que mudará a vida de milhões de brasileiros no futuro.  

A Afya Educação Médica é referência em cursos de pós-graduação. Somos uma instituição de ensino que oferece cursos de pós-graduação lato sensu e demais modalidades em mais de 70 especialidades. Saiba mais aqui, e comece a escrever os próximos capítulos da sua jornada médica.