Estágio e carreira

Como é o dia a dia dos enfermeiros na urgência e emergência

Rapidez e eficiência para salvar vidas! Quer conhecer mais sobre a rotina dos enfermeiros que trabalham com urgência e emergência? Então, boa leitura!

6
minutos de leitura

Existem diversas condições graves e situações perigosas que levam as pessoas a precisar de um atendimento emergencial pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou por via direta em algum Pronto Socorro. No entanto, em pleno Maio Amarelo, nós não poderíamos deixar de falar de um assunto bastante urgente: a violência no trânsito brasileiro.

De acordo com o último DataSUS, mais de 32 mil pessoas morreram por causa de acidentes nas estradas e ruas do nosso país em 2019. E, embora o número de sobreviventes não seja contabilizado, é uma parcela considerável da população que sofre com estresse pós-traumático, sem falar das sequelas físicas que podem levar à incapacitação permanente.

Neste cenário, o atendimento rápido e eficaz dos enfermeiros que atuam em emergências é fundamental para a preservação da vida das vítimas que sobrevivem ao impacto e são levadas às unidades de saúde. Quer conhecer mais sobre o dia a dia agitado desses profissionais? Então, boa leitura!

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)

Este âmbito do serviço de urgência e emergência é chamado de pré-hospitalar, pois acontece no trajeto de onde aconteceu o acidente até a unidade fixa mais próxima. Dentro da ambulância, o enfermeiro é responsável por alguns procedimentos fundamentais à sobrevivência do paciente, como punção venosa, administração de medicamentos e obtenção de via aérea definitiva através de dispositivos supraglóticos. Além disso, esse profissional também auxilia nas intervenções médicas que precisarem ser feitas ali mesmo.

Pronto Socorro

A partir do momento em que o paciente deixa o SAMU e dá entrada em um pronto socorro, são os enfermeiros do âmbito intra-hospitalar que darão prosseguimento aos seus cuidados. Em primeiro lugar, acontece o acolhimento e a triagem para classificação de risco, que pode acontecer na sala de estabilização, por exemplo. Após analisar o estado do paciente e ouvir suas queixas, o enfermeiro é capaz de encaixá-lo em uma das classificações previstas no Protocolo Manchester.

No hospital, esse profissional participará de várias etapas, do início ao fim da estadia do paciente, caso este precise ser internado. Alguns dos procedimentos são: punção arterial para coleta de gasometria, coleta de swabs, aspiração de vias aéreas e cateterização vesical, entre outros.

Não à toa, a complexidade das atribuições que competem aos enfermeiros é diretamente proporcional à gravidade dos ferimentos do paciente sob seus cuidados. Dependendo dos sinais mostrados, a chamada pela equipe médica deve acontecer de forma imediata para que não seja tarde demais.

Vale lembrar que as vistorias de materiais e equipamentos, como desfibriladores, lâminas e ventiladores, quanto à sua localização e ao seu bom funcionamento também fazem parte do escopo de trabalho, de acordo com o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). No Pronto Socorro existe, inclusive, um carrinho de emergência que deve ser conferido com frequência.

Depois que os casos são separados, os enfermeiros prestam assistência em várias frentes, sendo também importante conduzir bem a transferência de cuidados às equipes de outros setores. Por exemplo, caso um paciente que deu entrada na emergência precise ser levado à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), os profissionais que o receberão devem ser atualizados sobre o estado e condições em que ele chegou.

Desafios

Durante a pandemia da COVID-19, os desafios vividos pelas equipes de enfermagem ficaram em evidência. Mas, embora a situação tenha sido realmente atípica, estresse e esgotamento físico e mental são problemas enfrentados de forma generalizada e contínua pelos profissionais dessa carreira.

Isso acontece não apenas por eles estarem lidando com a vida e morte todos os dias, mas principalmente pelo acúmulo de funções. Na prática, enfermeiros que atuam no pronto atendimento a emergências têm funções burocráticas adicionadas às atividades de assistência, o que gera um acúmulo prejudicial à saúde.

Bloqueios de acesso, que limitam as possibilidades de atuação do enfermeiro que busca minimizar o sofrimento de seus pacientes, também são um problema. Afinal, sentir que não é capaz de exercer o seu trabalho pode gerar níveis excessivos de ansiedade, entre outras condições mentais negativas. Por fim, a exposição à violência ocupacional e a conflitos causados por desgaste emocional entre colegas também acontecem.

Recompensas

Em contrapartida, ser um enfermeiro, tanto no SAMU quanto no âmbito intra-hospitalar, também é muito recompensador. Para quem não gosta de rotina, esta é uma das profissões ideias, afinal, nenhum turno será igual ao outro, nunca. Esta adrenalina de precisar mudar suas ações de repente e estar preparado para a pior das situações talvez seja o que está faltando na sua vida.

Isso porque, se bem canalizados, os aprendizados adquiridos no pronto socorro podem te tornar uma pessoa mais resiliente e confiante. Além disso, enfermagem de emergência não existe sem trabalho em equipe e companheirismo. Então, depois de certo tempo, talvez você possa até chamar seus colegas de família.

Por fim, cuidar de pessoas em seu momento mais crítico e conseguir aliviar a sua dor será sempre a maior das recompensas. Mas há uma última vantagem em escolher esta profissão para sua vida: a enfermagem está entre os cursos mais valorizados no pós-pandemia. Segundo o World Economic Forum, serão necessários quase seis milhões de enfermeiros até 2030.

Importância da enfermagem de emergência

Em suma, esta área de atuação é a linha de frente na preservação da vida de pacientes que enfrentam mal súbito ou doenças e traumatismos de alta gravidade, por meio da manutenção de suas funções vitais. É a partir dos conhecimentos práticos e teóricos adquiridos durante a graduação, juntos às habilidades desenvolvidas por experiência, que um enfermeiro é capaz de cumprir o objetivo de recuperar a vida de uma pessoa.

Muitos dos que são levados pelo SAMU e que dão entrada no pronto socorro são vítimas de traumas graves, que talvez modifiquem a forma como eles interagem com o mundo para sempre. Nesse sentido, a administração de cuidados aliada aos procedimentos médicos é um fator de destaque para a prestação de um atendimento humanizado. Assim, a restauração fisiológica e emocional do paciente é favorecida desde o primeiro contato com a equipe de emergência.

Se você acredita que tem flexibilidade, empatia e dinamismo suficientes para encarar os desafios e apreciar as recompensas dessa profissão, não perca mais tempo. As inscrições para o vestibular Afya já estão abertas.

Deixe a sua marca no mundo! Escolha a unidade de ensino mais próxima de você e inscreva-se.

Minas Gerais:

Rondônia:

Rio de Janeiro:

Piauí:

Tocantins:

Paraná:

Pará: