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Dia dos Namorados: conheça os benefícios do amor e do sexo para a saúde

Compreender a relação entre amor, sexo e saúde é interessante tanto para quem ama quanto para quem odeia o dia dos namorados. Descubra por que!

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Em geral, há dois grupos de pessoas: as que odeiam o Dia dos Namorados - que vamos respeitosamente chamar de ‘Time B’ - e as que o adoram: nosso querido ‘Time A’. Mas, saber sobre os benefícios do amor e do sexo para a saúde é do interesse de ambos. Quer ver só?

Pertence ao Time B, daqueles que têm preguiça de romance e o consideram uma enorme bobagem? Com certeza, este texto é para você, pois é necessário sempre conhecer o arsenal de dados do seu inimigo para conseguir refutá-lo.

Agora, se você ainda está aqui é porque é do Time A. Este texto é ainda mais seu pelo simples motivo de que, no momento, nosso redator está insuportavelmente apaixonado. Com essa inspiração, ele não mediu esforços para encontrar vários argumentos que vão te ajudar a defender o romantismo por aí também.

“Ah, mas eu não ligo para o dia dos namorados e acho que existe um Time C: o dos indiferentes”. Bom, será um prazer convencer você do contrário. Nos vemos no último parágrafo!


O amor reduz a ansiedade e o sexo, o estresse

Para amar de verdade, é preciso ser vulnerável. Isso significa permitir que o outro conheça você por inteiro apesar do medo de que tal pessoa talvez não mereça sua confiança ou um dia possa querer ir embora.

É com essa intimidade recíproca que laços afetivos são criados. De acordo com uma pesquisa publicada em 2005 na Neuroendocrinology Letters, as mudanças psicológicas decorrentes disso auxiliam no controle da ansiedade.

Às vezes, o que nos deixa ansiosos é o estresse causado pelas intermináveis cobranças da vida adulta. Seja os estudos para o vestibular, as provas da faculdade ou as demandas no estágio. Tudo isso eleva os níveis de cortisol no nosso organismo.

Nesse sentido, o sexo seguro pode ser uma ótima válvula de escape para melhorar sua saúde mental. Durante a prática sexual, o nosso cérebro é inundado com vários hormônios do bem-estar, como a dopamina, a endorfina e a ocitocina.

Só que há uma diferença importante entre elas. As primeiras atuam no sistema de recompensa do cérebro, trazendo sensação de prazer, e neutralizam dores, respectivamente. Isso mesmo quando não existe afeto envolvido na relação.

Já a ocitocina, que também aumenta a confiança entre os seres humanos, é diferente. Ela é produzida no hipotálamo quando existe um vínculo amoroso, sendo desencadeada por olhares, beijos e carinhos, como dormir de conchinha.


Ambos auxiliam no combate à depressão

A gente vai continuar falando sobre essa querida, sim. Segundo um levantamento da Escola de Medicina de Harvard, a ocitocina provoca os sentimentos de calma, de alegria e de segurança.

Um estudo com 30 mil pessoas revelou que fazer sexo pelo menos uma vez por semana com um namorado ou um parceiro de união estável é o suficiente para deixar as pessoas mais felizes. Outros estudos trouxeram evidências sobre os benefícios disso à satisfação com a própria saúde mental.

E o que isso tem a ver com romance? Um estudo com universitários nos Estados Unidos mostrou que aqueles com maior número de encontros casuais tinham menores níveis de felicidade e de autoestima e maiores índices de depressão e ansiedade.


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Amor e sexo melhoram a saúde do coração - e não é meme

Pesquisadores do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos observaram que pessoas casadas apresentam pressão arterial mais baixa. Além disso, o risco delas desenvolverem doenças cardiovasculares também é menor.

Não está satisfeito, Time B? Pois o Colégio Americano de Cardiologia também quis procurar evidências sobre isso. Após analisarem os resultados de 3,5 milhões de voluntários, aqueles com menos de 50 anos e um cônjuge apresentavam um risco 12% menor de terem um coração enfermo.

Outro estudo estreitou ainda mais a relação entre sexo e saúde. Segundo pesquisadores do New England Research Institute, homens que transam pelo menos duas vezes por semana têm 45% menos chance de sofrerem desse problema. Isso em comparação àqueles que fazem sexo apenas uma vez por mês ou menos.

As mulheres também colhem seus benefícios. Uma pesquisa de 2016 revelou que aquelas que transavam frequentemente e estavam satisfeitas com seus parceiros de vida corriam menos risco de ter hipertensão arterial.

Namorar estimula a cognição

Manter uma vida sexual ativa protege e até estimula a função executiva e de resposta do nosso cérebro. Foram pesquisadores britânicos que descobriram isso.

Eles analisaram a situação de homens com idade entre 50 e 89 anos e perceberam que a cognição daqueles que transavam era melhor. Depois de ajustarem os dados em relação à qualidade de vida, solidão, depressão e atividades físicas, a correlação entre sexo e saúde ficou clara.

Ao observarem os resultados das mulheres, eles descobriram os benefícios de praticar o ato sexual para a memória. Em geral, ambos os sexos, sem entrarmos no mérito de suas identidades de gênero, se saíram melhores nos testes quando tinham vidas sexuais ativas.

Transar limita a sensação de dor 

Aqui, nós vamos falar de vários tipos de dor diferente. Para começar, uma vida sexual ativa reduz a incidência de cólicas menstruais, dor crônica de perna e costas e até enxaquecas. Duvida?

Um estudo alemão de 2013 revelou que pessoas que sofrem com cefaleia reportaram o alívio da dor quando fizeram sexo durante um episódio. Em mulheres, homens trans e algumas pessoas não-binárias, isso se deve ao fato de a estimulação vaginal produzir um poderoso efeito analgésico.

Outro estudo mostrou que esse toque prazeroso aumentava a tolerância à dor em 40% sozinho e em 75% caso houvesse um orgasmo. A ciência explica isso pela liberação das endorfinas e a ocitocina, que agem como bloqueios, promovendo alívio.

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Fazer sexo favorece a saúde ao melhorar o sono

Hormônio novo na área. Após o orgasmo, a hipófise libera a prolactina, que é responsável pelo relaxamento no nosso organismo. A combinação entre ela e o restante dos hormônios que promovem bem-estar é a razão pela qual dormimos melhor depois de transar.

Vale ressaltar que essa é uma via de mão dupla. Dormir bem é essencial para uma vida sexual saudável. Além de estimular a libido em ambos os sexos, nos homens cisgêneros, o descanso é fundamental para a produção de testosterona.

Pesquisadores de um hospital estadunidense descobriram que o uso do CPAP - dispositivo prescrito a pessoas com apneia do sono - melhorou não apenas o desempenho sexual, mas também a satisfação no sexo. Aos homens com disfunção erétil, a contribuição foi ainda maior.

Amor e sexo contribuem para uma imunidade mais forte

No caso do amor, mesmo quando ainda é só paixão, seus efeitos positivos partem muito da preocupação que se tem com o outro. É comum que em relacionamentos saudáveis as pessoas incentivem umas às outras a cuidarem melhor de sua saúde

Admirar alguém que tem bons hábitos de autocuidado também pode estimular mudanças de comportamento positivas. Além disso, a perspectiva de envelhecer juntos traz mais vontade de viver.

Mas o sexo não fica nada atrás. Uma pesquisa com universitários demonstrou que os estudantes que transavam pelo menos duas vezes por semana tinham níveis 30% maiores de imunoglobulinas A.

Isso em comparação àqueles que não tinham vida sexual ativa ou que faziam sexo três ou menos vezes por mês. Agora, a cereja do bolo para o Time A: os alunos que estavam namorando há muito tempo e estavam felizes tiveram os melhores resultados.

Outro estudo recente mostrou que fazer sexo com certa frequência melhora a eficácia do sistema imunológico. Mas há uma boa notícia aos solteiros. Por fim, uma pesquisa revelou que pessoas com uma rede de apoio não apenas romântica, mas com amigos e familiares, eram menos propensas a ficarem resfriadas.

Transar reduz o risco de ter câncer de próstata

Homens cis, mulheres trans e algumas pessoas não-binárias também têm sua saúde beneficiada pelo sexo quando o assunto é câncer de próstata. Isso é o que informa um estudo publicado em 2004 que analisou a vida sexual de 50 mil pessoas de 40 a 75 anos.

Em 2016, os pesquisadores foram a campo novamente e encontraram os mesmos resultados. A redução do risco deve-se à maior frequência das ejaculações

Você pode até odiar o Dia dos Namorados, mas não pode negar que o romance contribui pela saúde das pessoas. Se bem que, muitos estudos também já provaram que a paixão nos deixa “burros” ao “desligar” nosso córtex pré-frontal.  

Ou seja, tudo que você leu até aqui foi escrito por uma pessoa que está com a capacidade de raciocínio afetada…

Brincadeiras à parte, seja você do Time A ou do Time B - ou do suposto Time C -, temos certeza de que há outros conteúdos em nosso Blog que podem ser do seu interesse. Confira!